
Copom reduz taxa Selic para 13,75% ao ano e impacta investimentos de renda fixa
O Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica de juros para 13,75% ao ano, marcando o quinto corte consecutivo e alterando o rendimento de aplicações como Tesouro Selic e CDBs.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil concluiu sua 281ª reunião no dia 16 de setembro de 2026 com uma decisão unânime de redução da meta da taxa Selic. O indicador básico da economia passou de 14,00% para 13,75% ao ano, com vigência a partir de 17 de setembro de 2026. Com essa alteração, o CDI over de referência recuou para a faixa de 13,65% ao ano.
Trata-se do quinto corte consecutivo de juros promovido pelo colegiado ao longo do ano de 2026. A taxa havia iniciado o período em 15,00% ao ano e passou por reduções sucessivas nos meses anteriores. No comunicado oficial divulgado após o encontro, a autoridade monetária destacou um balanço de riscos com assimetria altista para a inflação, citando fatores como a desancoragem de expectativas longas, a resiliência na inflação de serviços, além de incertezas geopolíticas internacionais e relativas à política fiscal doméstica.
Para os investidores pessoa física que acompanham a renda fixa, o recuo da Selic afeta diretamente o carrego diário dos títulos pós-fixados, embora a rentabilidade líquida ainda permaneça em patamares de dois dígitos. Em simulações de aplicações de R$ 10.000 por doze meses, considerando a alíquota de imposto de renda aplicável, um CDB que pague 100% do CDI projeta um retorno líquido aproximado de R$ 11.121,37, patamar semelhante ao observado no Tesouro Selic 2031.
No mesmo horizonte de curto prazo, as letras de crédito imobiliário e do agronegócio, conhecidas como LCIs e LCAs, que ofereçam remuneração equivalente a 85% do CDI, conseguem entregar cerca de R$ 11.155,30 líquidos devido à isenção de imposto de renda para pessoas físicas, superando os CDBs tradicionais de 100% do CDI nesse recorte temporal. Já a caderneta de poupança, com a Selic mantida acima do piso regulatório de 8,5% ao ano, continua remunerada pela regra fixa de 0,5% ao mês somada à Taxa Referencial, resultando em um ganho estimado ao redor de 8% a 8,3% ao ano e mantendo uma desvantagem considerável frente aos títulos indexados ao CDI.
Analistas de mercado consultados por corretoras apontam que os títulos indexados à inflação e os papéis prefixados mantêm atratividade para quem busca diversificação e potencial de ganho de capital via marcação a mercado. O calendário oficial do Banco Central indica que as próximas reuniões do Copom para a definição dos rumos da taxa básica ocorrerão em novembro e dezembro de 2026.
Fontes
- bcb.gov.br · Banco Central
- bcb.gov.br · Banco Central
- bcb.gov.br · Banco Central
- bcb.gov.br · Banco Central
- ebc.com.br · agenciabrasil.ebc.com.br
- infomoney.com.br · InfoMoney
- seudinheiro.com · Seu Dinheiro
- cnnbrasil.com.br · CNN Brasil
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