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Citi reduz preço-alvo da Hapvida para R$ 10 e aponta ausência de virada operacional

O banco Citi cortou as estimativas de lucro e reduziu o preço-alvo da Hapvida, apontando que os desafios operacionais e a queima de caixa continuam pressionando a empresa.

Redação Aportado
HAPV3
HAPVIDA
R$ 8,83
fechamento de 23/10/2026

O banco Citi divulgou um relatório de prévia para o terceiro trimestre de 2026 nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, com novas projeções para a operadora de saúde $HAPV3. Na análise, a instituição financeira reduziu o preço-alvo estipulado para a ação ordinária da companhia para R$ 10,00, mantendo a recomendação neutra e classificando o papel sob um perfil de risco elevado.

Segundo o relatório divulgado ao mercado, o banco cortou as estimativas de lucro líquido da companhia para o fechamento de 2026 em 5%. Para o ano fiscal de 2027, o corte na projeção de lucro líquido foi ainda mais expressivo, alcançando 12%, refletindo um cenário de maior cautela com a evolução financeira da empresa antes da publicação oficial dos números do período.

Os analistas do Citi avaliam que a tese de virada operacional, conhecida no mercado como turnaround, ainda não se materializou de forma consistente nos números da operadora de saúde. O documento destaca que os desafios operacionais continuam pressionando os resultados financeiros, com menção específica à perda na base de beneficiários, à compressão de margens e ao consumo contínuo de caixa.

O levantamento também aborda a estrutura de capital e a alavancagem da companhia. De acordo com o banco, o endividamento representa cerca de 65% do valor total da empresa, conhecido como Enterprise Value. Esse patamar de alavancagem permanece no radar dos analistas ao avaliarem a capacidade de geração de valor da companhia a médio prazo.

A respeito do comportamento recente dos papéis, os analistas ponderaram que o rali observado na Bolsa, com valorização de cerca de 40% em um intervalo de duas semanas, reflete o interesse do mercado em apostas de alívio financeiro. Esse movimento decorre do ciclo de queda de juros e dos spreads de crédito, além de expectativas de transferência de valor dos credores para os acionistas, embora o banco reforce que o cenário ainda carece de sustentação nos fundamentos operacionais do negócio.

Fontes

Matéria escrita com auxílio de inteligência artificial a partir das fontes acima e revisada pela redação do Aportado antes de ser publicada. Informações apuradas por outros veículos são atribuídas a eles no texto, e trechos de terceiros aparecem entre aspas, com crédito.

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